Polícia

Homem é condenado por feminicídio em Nova Xavantina após matar ex-companheira por ciúmes

Adailton de Souza Alves foi sentenciado a 16 anos e quatro meses de reclusão pelo assassinato de Maria José Pereira da Silva, um crime motivado por ciúmes e ocorrido em 2017.

Homem é condenado por feminicídio em Nova Xavantina após matar ex-companheira por ciúmes

O tribunal do júri de Nova Xavantina, em Mato Grosso, condenou nesta quarta-feira (21) Adailton de Souza Alves pelo feminicídio de Maria José Pereira da Silva. O Conselho de Sentença acolheu as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e o crime praticado em contexto de violência doméstica.

A pena foi fixada em 16 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. O promotor de Justiça Fábio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro sustentou a acusação durante o julgamento. Ao final da sessão, foi expedido um mandado de prisão contra Adailton, que participou do julgamento por videoconferência e é considerado foragido.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em setembro de 2017, quando Adailton se dirigiu à casa de Maria José, com quem havia mantido um relacionamento e estava separado. A vítima estava realizando a limpeza do quintal quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, que sacou uma arma de fogo e disparou contra ela, atingindo o coração.

Após o crime, Adailton fugiu de motocicleta, passou na casa de um amigo e se dirigiu ao município de Campinápolis, onde descartou a arma utilizada no homicídio. O assassinato foi motivado por ciúmes, uma vez que o réu se sentiu inconformado com o fim do relacionamento. Dias antes do crime, ele teria visto Maria José abraçando outro homem, o que para a acusação demonstrou a motivação fútil do homicídio e evidenciou o contexto de violência de gênero.

A denúncia também ressaltou que a vítima não teve qualquer possibilidade de defesa, sendo atacada de forma repentina enquanto realizava atividades domésticas. Essas circunstâncias levaram o Ministério Público a sustentar a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, tese reconhecida pelos jurados durante o julgamento.