Três condenados por assassinato de advogado em Cuiabá
O tribunal do júri de Cuiabá impôs penas totais de 68 anos e nove meses a três homens envolvidos no homicídio do advogado Roberto Zampieri. O julgamento durou mais de 38 horas e culminou na madrugada desta sexta-feira (2).
O tribunal do júri da Comarca de Cuiabá condenou Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa pelo homicídio do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas dos réus totalizam 68 anos e nove meses de reclusão.
O julgamento, que se estendeu por mais de 38 horas, foi encerrado na madrugada desta sexta-feira (2). Os três foram considerados culpados por homicídio qualificado, motivado por razões torpes, utilizando um recurso que dificultou a defesa da vítima e uma arma de fogo de uso restrito ou proibido.
No primeiro dia, que ocorreu na terça-feira, os trabalhos foram realizados das 9h às 22h. Na quarta-feira (30), as atividades começaram às 9h e se encerraram às 18h30. O terceiro dia, quinta-feira (1º), teve início às 9h e se estendeu até a noite, com debates entre acusação e defesa.
As penas foram definidas da seguinte forma: Antônio Gomes da Silva e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas receberam 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão cada um. A pena de Caçadini foi atenuada devido à sua idade, enquanto Antônio teve a atenuante reconhecida por confessar o crime. Hedilerson Fialho Martins Barbosa, por sua vez, foi condenado a 25 anos de reclusão, sem atenuantes.
Os réus têm o direito de recorrer da decisão, conforme o procedimento habitual em julgamentos de primeira instância. A sessão foi presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri de Cuiabá, com a acusação representada pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, e o advogado Giovani Santin atuando como assistente da acusação.
No primeiro dia do julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, incluindo delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, além de outros envolvidos. O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus e à análise de pedidos da defesa. No terceiro dia, após os debates, os sete jurados votaram sobre as acusações, levando o juiz a anunciar a sentença.
Durante a réplica, os promotores reforçaram as evidências que demonstraram a participação dos condenados no homicídio. Um dos pontos destacados foi o rastreamento de movimentações financeiras relacionadas ao crime, que incluiu pagamentos de R$ 124,2 mil antes da execução e R$ 60 mil após o homicídio, supostamente oriundos dos mandantes do crime.
O promotor Samuel Frungilo enfatizou a robustez das provas apresentadas, afirmando que nunca havia visto um caso de homicídio mercenário com tantas evidências. Seu colega, Vinícius Gahyva Martins, ressaltou o planejamento do crime e a gravidade da conduta dos acusados, destacando que a interrupção da vida da vítima é o maior roubo que alguém pode sofrer.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Antônio Gomes da Silva foi identificado como o autor dos disparos que resultaram na morte de Roberto Zampieri, enquanto Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria fornecido a arma utilizada no crime, e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foi acusado de integrar a organização criminosa. Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público, reconhecendo a responsabilidade dos três réus pelo homicídio.







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