Mãe é presa suspeita de agredir filha com vara e capacete

Jovem havia saído de casa para pescar com um primo e não voltou no horário combinado.

Mãe é presa suspeita de agredir filha com vara e capacete
Foto: Reprodução

Rede da Notícia

 

Uma mulher de 31 anos foi presa na madrugada deste domingo (26), em Cáceres, suspeita de agredir a própria filha, de 15 anos, com uma vara de goiabeira e um capacete após a adolescente passar a noite fora de casa sem dar notícias. O caso mobilizou o Conselho Tutelar, que acompanhou a ocorrência.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a equipe foi acionada para atender uma denúncia de que uma mãe estaria agredindo a filha em uma residência no bairro Jardim Solução.

Aos policiais, a mulher contou que havia autorizado a adolescente a sair para pescar com um irmão no dia anterior. No entanto, segundo ela, a filha desapareceu e só retornou por volta da 1h deste domingo, acompanhada de uma amiga de 12 anos.

A suspeita afirmou que, ao questionar onde a filha havia permanecido durante todo esse tempo, pegou uma vara de goiabeira e desferiu cerca de três golpes para “corrigi-la”. Disse ainda que, quando a adolescente tentou sair novamente da residência, elas entraram em luta corporal.

Segundo o relato da mãe, durante a confusão ela foi atingida por um soco na mão direita e, para conter a filha, utilizou um capacete, atingindo a adolescente. A mulher afirmou ainda que a jovem caiu no chão e bateu a cabeça.

Já a adolescente apresentou uma versão diferente. Ela relatou que esteve na Praça Sigmatur com a amiga de 12 anos e, ao chegar em casa, foi agredida pela mãe com uma vara de goiabeira e também com um capacete. A jovem negou ter agredido a mãe, afirmando apenas que segurou os braços dela durante a discussão.

A menina de 12 anos confirmou aos policiais que passou a noite na companhia da adolescente na praça e que pretendia dormir na casa da amiga.

Durante a ocorrência, a Polícia Militar tentou localizar os responsáveis pela menina de 12 anos na residência onde ela mora, mas ninguém atendeu aos chamados. Como a adolescente não possuía as chaves do imóvel, não foi possível entrar na casa.

Diante da situação, todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil.