Mato Grosso lidera país em procura por crédito com alta de 29,9%
Estado apresentou o maior crescimento do Brasil no acumulado de 12 meses; avanço nacional foi de 16,5%, segundo levantamento da Serasa Experian.
Semana 7 com Brasil 61
Mato Grosso registrou o maior crescimento na procura por crédito entre todos os estados brasileiros, com alta de 29,9% no acumulado de 12 meses até junho de 2026. O resultado coloca o estado bem acima da média nacional, que avançou 16,5% no mesmo período.
O levantamento faz parte do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito, elaborado pela Serasa Experian. A procura aumentou em todas as unidades da Federação, mas em intensidades diferentes. Depois de Mato Grosso aparecem Acre, com crescimento de 24,8%, e Roraima, com 24,4%.
As informações foram divulgadas pelo Brasil 61, em reportagem de Juline Pogorzelski publicada neste sábado (8). Amapá aparece na sequência do levantamento, com alta de 22,6%, enquanto Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul registraram 22,1% cada.
Na outra ponta do ranking estão as unidades da Federação que apresentaram os menores crescimentos. O Distrito Federal teve avanço de 11,4%, seguido por Santa Catarina, com 12,8%, e São Paulo, com 13,2%. Apesar das diferenças, todas as unidades registraram aumento da demanda por crédito no período analisado.
O levantamento também revela que a maior expansão da procura ocorreu entre os consumidores de menor renda. Entre aqueles que recebem de um a dois salários mínimos, a demanda por crédito cresceu 35,2% no acumulado de 12 meses. Já entre quem recebe até um salário mínimo, a alta foi de 18,1%.
Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o movimento entre as famílias de menor renda indica que a necessidade de crédito permanece elevada mesmo diante do custo das operações. A avaliação é de que, para parte dessas famílias, os recursos têm sido utilizados menos para consumo e mais como instrumento para administrar o orçamento e cobrir despesas essenciais.
A Serasa Experian também alerta que consumidores de menor renda estão mais expostos a modalidades de crédito rotativo, que podem apresentar taxas de juros elevadas. O aumento dos encargos pode comprometer uma parcela maior da renda familiar e ampliar os riscos de inadimplência.
Quando considerado apenas junho de 2026 em comparação com junho de 2025, a procura por crédito aumentou 14,8% no país. Entre os brasileiros que recebem de um a dois salários mínimos, porém, o crescimento chegou a expressivos 50,8%.
O indicador é produzido a partir de uma amostra de CPFs consultados mensalmente na base da Serasa Experian e considera operações que caracterizam relações de crédito entre consumidores, instituições financeiras e empresas não financeiras. Os resultados são segmentados por estado e faixa de renda.

















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