MPMT reforça combate à violência doméstica em Querência após prisão preventiva de professor que tentou estrangular ex-esposa

MPMT reforça combate à violência doméstica em Querência após prisão preventiva de professor que tentou estrangular ex-esposa
Foto: Reprodução

Assessoria MPMT

 

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) reafirmou nesta quarta-feira (28) seu papel estratégico no enfrentamento à violência doméstica, durante reunião do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher em Querência. O encontro, que reuniu representantes das Polícias Civil e Militar e órgãos municipais, foi marcado pela repercussão da prisão preventiva de um professor de 47 anos, investigado por agredir e ameaçar de morte a ex-companheira.

A promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, em entrevista à reportagem, enfatizou a "dupla frente" de atuação do órgão: buscar a condenação rigorosa dos agressores para frear os índices de feminicídio e, simultaneamente, garantir o acolhimento humanizado às vítimas para que se sintam seguras ao denunciar.

A prisão do docente, ocorrida no início desta semana, gerou comoção na comunidade escolar e local. Segundo as investigações, o suspeito teria invadido a residência da ex-esposa e a agredido brutalmente na presença de uma criança. Relatos apontam que o agressor proferiu ameaças explícitas, afirmando que o desfecho do conflito seria "ela no caixão e ele na cadeia".

Diante da gravidade dos fatos e do risco à integridade da vítima, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva, que foi prontamente deferida pelo Poder Judiciário. O professor permanece detido enquanto aguarda o trâmite da ação penal.

Para a promotora, o envolvimento de um educador em crimes dessa natureza eleva o grau de reprovabilidade da conduta. "O fato de o agressor ser um professor torna a situação ainda mais inadmissível, especialmente quando consideramos as campanhas de conscientização realizadas rotineiramente dentro das escolas", avaliou Daniela Moreira Augusto.

Durante a entrevista concedida ao Notícias Interativa, a representante do MPMT destacou que a violência doméstica não deve ser tratada apenas como um problema do casal, mas como uma questão de ordem pública e social.

"É fundamental trabalhar a mentalidade dos agressores para que compreendam que o término de um relacionamento não justifica agressões, ciúmes excessivos ou violência psicológica", pontuou a promotora.

O Ministério Público orienta que vítimas de violência doméstica não hesitem em buscar o sistema de justiça. O registro de boletim de ocorrência e a solicitação de Medidas Protetivas de Urgência são ferramentas essenciais que, segundo a promotoria, salvam vidas.

As denúncias podem ser feitas pelos canais:

190 (Polícia Militar - Emergência)
197 (Polícia Civil)
180 (Central de Atendimento à Mulher)
Promotoria de Justiça de Querência.