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Geral Ribeirão Cascalheira

Coordenador da Funai e policiais investigados por arrendamento de áreas indígenas se tornam réus

Jussielson, Gerrard e Enoque continuam presos e devem responder por integrar milícia privada, sequestro qualificado, abuso de autoridade, peculato, favorecimento pessoal, entre outros crimes.

12/04/2022 às 10h10
Por: Redação Fonte: G1 MT
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

G1 MT

A Justiça aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Ribeirão Cascalheira (MT), Jussielson Gonçalves Silva, o sargento da Polícia Militar Gerrard Maxmiliano Rodrigues de Souza e o ex-policial militar do Amazonas, Enoque Bento de Souza, que são investigados por arrendamentos na Terra Indígena Marãiwatsédé a fazendeiros. A decisão foi assinada no dia 6 deste mês.

No dia 17 de março, os três denunciados foram detidos na operação Res Capta. Agora eles passam à condição de réu e começam a responder a processo judicial.

Jussielson, Gerrard e Enoque continuam presos preventivamente por decisão da Justiça Federal de Barra do Garças. Segundo o MP, eles responderão por integrar milícia privada, sequestro qualificado, abuso de autoridade, peculato, favorecimento pessoal, usurpação de função pública na forma qualificada, porte ilegal de arma de fogo e estelionato.

De acordo com as investigações anexadas ao processo, os réus agiam como um ‘poder armado’ paralelo ao estado, não integrando forças armadas ou as forças policiais.

O MP informou que o trio, até a prisão, tinha como marcas registradas o uso de vestes militares, o porte de arma de forma ostensiva e uma forte atuação denotando poder de polícia. Eles também se valiam da intimidação por meio de ameaças e violência física ou psicológica.

“Foi verificado ainda que os réus praticavam a desinformação como ferramenta para encobrir e dificultar as ações dos órgãos encarregados de realizar as investigações, para exercer poder sobre os indígenas de Marãiwatsédé, bem como manipular todos os demais envolvidos, incluindo a direção da própria Funai”, diz.

 

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