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Geral Manifestação

Ministro bloqueia contas da Aprosoja de MT e Brasil por financiar atos de 7 de setembro

O pedido partiu da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que investiga o governo federal e suas ações diante da pandemia na Covid-19.

06/09/2021 15h21
Por: Redação Fonte: Gazeta Digital
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Gazeta Digital

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), e determinou o bloqueio das contas da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e da Aprosoja de Mato Grosso.  

A desconfiança é de que recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) estejam sendo utilizados para financiar as manifestações através das duas entidades.   

Antônio Galvan é investigado como um dos possíveis financiadores das manifestações em defesa do governo Jair Bolsonaro (sem partido) convocadas para 7 de setembro.

Segundo a PGR, a realização de prováveis atos de ataque à democracia e às instituições "iniciou-se com entrevista do Presidente da República informando que haveria “contragolpe” aos atos entendidos como contrários à sua gestão, em 15 de agosto do presente ano", e que haveria a utilização de recursos das duas entidades, já que Galvan é ex-presidente da Aprosoja-MT.  

"Para tanto, seriam utilizados Fundos (Fethab e Iagro) compostos por recursos públicos (contribuições), os quais, segundo documento dos autos, não possuem uma maior transparência nem têm sido destinados para suas finalidades originárias, mas sim, como capital para o financiamento de agentes para a realização das condutas antidemocráticas acima descritas", diz trecho da decisão do último sábado (4).  

De acordo com a decisão, as contas deverão ser bloqueadas até a próxima quarta-feira (8), além de que as transferências, além de outras contas jurídicas que Galvan e a Aprosoja de Mato Grosso tenha acesso. "Sejam identificados e informados os valores transferidos a partir das contas bancárias dessas entidades para outras entidades ou terceiros, em quaisquer modalidades (DOC, TED, PIX ou outra ordem de pagamento), desde o dia 10.8.2021, a partir do patamar mínimo de R$ 10.000,00, até o limite existente da conta, para fins de rastreio", completa a decisão.  

Alexandre de Moraes ainda pede que a Polícia Federal apure a conduta do prefeito de Cerro Grande do Sul (RS), Gilmar João Alba (PSL), que foi flagrado pela PF com R$ 505 mil em espécie no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O pedido partiu da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que investiga o governo federal e suas ações diante da pandemia na Covid-19.  

"Foi informado ainda que tais recursos destinavam-se a financiar os atos de 7.9.2021, que têm, entre outras pautas, ameaças ao regime democrático e às instituições brasileiras, entre as quais, o Supremo Tribunal Federal”.  

Outro lado

As assessorias da Aprosoja Brasil e de Mato Grosso disseram que não tinham informações da decisão e que por isso não iriam se manifestar.

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