PJC alerta para “Golpe do Falso Intermediário” que causa prejuízos a comerciantes em Água Boa – MT

Criminosos utilizam dados de empresas reais para aplicar fraudes em negociações de alto valor.

PJC alerta para “Golpe do Falso Intermediário” que causa prejuízos a comerciantes em Água Boa – MT
Foto: Reprodução

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A Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Água Boa emitiu um alerta a comerciantes e empresários sobre a prática do chamado “Golpe do Falso Intermediário”, modalidade de estelionato que vem sendo registrada na região e que provoca prejuízos significativos ao utilizar indevidamente o nome e o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de empresas reconhecidas.

De acordo com a Polícia Civil, a fraude geralmente tem início por meio de aplicativos de mensagens, principalmente o WhatsApp. Os criminosos entram em contato com estabelecimentos comerciais se passando por representantes de empresas idôneas, solicitando orçamentos de produtos de alto valor e fácil revenda, como cabos elétricos industriais e outros materiais.

Após a negociação, o golpista solicita que a venda seja realizada por meio de faturamento a prazo, pedindo a emissão de nota fiscal e boleto bancário, normalmente com vencimento em 30 dias. Para dar aparência de legitimidade à transação, são utilizados de forma fraudulenta dados reais, como o CNPJ de empresas consolidadas no mercado.

Na sequência, o suspeito informa que a retirada da mercadoria será feita de forma imediata por terceiros, como motoristas de aplicativo, transportadores autônomos ou supostos funcionários. Esses indivíduos comparecem ao local e realizam a coleta dos produtos.

O prejuízo costuma ser identificado apenas posteriormente, quando a empresa que teve seus dados utilizados descobre que não realizou a compra. Nesse momento, a carga já foi desviada e o pagamento não é efetuado.

Diante da recorrência do golpe, a Polícia Civil orienta que comerciantes redobrem a atenção em vendas faturadas, especialmente aquelas envolvendo valores elevados. Entre as principais recomendações estão a confirmação da identidade do comprador por meio de canais oficiais da empresa, a verificação rigorosa das informações fornecidas e a desconfiança em casos de retirada urgente por terceiros.

Em situações suspeitas, a orientação é interromper imediatamente a negociação e comunicar as autoridades policiais para as providências cabíveis.