Crianças atendidas pelo CAE de Campinápolis produzem quadros de arte sacra
Projeto desenvolvido com cerca de 90 crianças neurodivergentes estimula a coordenação motora, a paciência e a expressão artística. Obras foram apresentadas durante ação realizada na Feira Municipal.
Por: Adailson Pereira
Crianças atendidas pelo Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAE) de Campinápolis estão utilizando a arte como ferramenta de desenvolvimento, inclusão e expressão da fé. Por meio de um projeto de arte sacra, os alunos produziram quadros personalizados, utilizando lápis de cor e tábuas de madeira doadas. As obras integram a I Mostra de Arte Sacra de Campinápolis.
No último fim de semana, o terapeuta ocupacional e arteterapeuta Vanderlande esteve na Feira Municipal, na feira coberta, realizando o sorteio dos quadros produzidos pelas crianças. A iniciativa apresentou à comunidade o resultado do trabalho desenvolvido com os alunos e destacou a importância da arte no processo terapêutico e educacional.
O projeto atende crianças neurodivergentes e atípicas, incluindo pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e outras condições que demandam acompanhamento especializado. Segundo Vanderlande, atualmente cerca de 90 crianças são atendidas por ele, e o serviço já conta com lista de espera.
O trabalho busca estimular habilidades como paciência, coordenação motora, solidariedade e criatividade. Cada participante teve a oportunidade de produzir sua própria representação de fé, respeitando as preferências religiosas de cada família.
“Fiz um trabalho de pesquisa com os pais, para saber quais imagens eles gostariam que as crianças pintassem, porque cada um tem a sua religião. Tivemos muitas pinturas bonitas, feitas com lápis de cor. É um trabalho construído dia após dia”, explicou o profissional.
Trabalho é realizado com doações
A realização do projeto depende da colaboração de parceiros e da comunidade. As tábuas utilizadas na produção dos quadros foram doadas pela empresa Madeplan, enquanto a Prefeitura Municipal contribuiu com os lápis de cor. O acompanhamento e as atividades artísticas são desenvolvidos pelo profissional junto às crianças.
Vanderlande destacou que a proposta é manter uma rede de colaboração para viabilizar as atividades e ampliar as oportunidades oferecidas aos alunos.
“É um trabalho de doação para doação”, afirmou.
De acordo com o terapeuta, a adesão das famílias e o interesse das crianças pelas atividades demonstram a importância da continuidade do atendimento especializado.
Atendimento especializado
Para participar do acompanhamento oferecido pelo CAE, a criança precisa apresentar laudo médico, conforme orientação informada pelo profissional, emitido por neuropediatra ou neuropsiquiatra.
A iniciativa reforça o papel das atividades artísticas como instrumentos de participação, desenvolvimento de habilidades e valorização das potencialidades de crianças com diferentes necessidades de suporte. Além de estimular a criatividade, a mostra permitiu que os trabalhos produzidos durante os atendimentos fossem compartilhados com a população de Campinápolis.







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