Mato Grosso Registra Menor Número de Focos de Calor da História em Julho de 2026

Resumo rápido

Em julho de 2026, Mato Grosso alcançou o menor registro de focos de calor desde 1998, com uma redução de 78% em relação à média histórica, resultado de ações preventivas e fiscalização intensificada.

Mato Grosso Registra Menor Número de Focos de Calor da História em Julho de 2026

Mato Grosso encerrou o mês de julho de 2026 com um marco histórico: apenas 746 focos de calor foram registrados, o menor número desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que começou em 1998. Essa cifra representa uma impressionante diminuição de 78,15% em comparação com a média histórica de 3.414 ocorrências para o mês.

Além disso, o estado observou uma queda de 26,65% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram contabilizados 1.017 focos, que até então era o menor índice já registrado.

Dos focos registrados em julho de 2026, aproximadamente 60% ocorreram em áreas federais, como terras indígenas e assentamentos, onde a atuação do Governo do Estado é limitada e a responsabilidade recai sobre órgãos federais.

Embora os dados sejam encorajadores, o Corpo de Bombeiros destaca que o período de estiagem exige vigilância constante. As condições climáticas típicas, como baixa umidade do ar, altas temperaturas e ventos fortes, aumentam o risco de incêndios.

O tenente-coronel Heitor Alves de Souza, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, atribui o resultado positivo a um conjunto de ações integradas implementadas no primeiro semestre, que incluem prevenção, fiscalização e conscientização da população. No entanto, ele alerta que a redução dos focos não elimina os riscos, recomendando que a população permaneça atenta, evite o uso irregular do fogo e denuncie práticas ilegais.

Os dados do INPE também revelam que os meses de maio e junho apresentaram índices mais altos de focos, com 831 e 1.440 ocorrências, respectivamente. A queda em julho está diretamente ligada ao reforço das medidas preventivas adotadas pelo Estado.

Desde 1º de julho, está em vigor um período proibitivo em Mato Grosso, que proíbe o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais até 30 de novembro de 2026. O descumprimento dessa medida é considerado crime ambiental, sujeito a penalidades legais.

Além dos danos ao meio ambiente, as queimadas ilegais representam riscos à saúde pública e à segurança da população, podendo causar incêndios de grandes proporções.

Para enfrentar a temporada de estiagem, o Governo do Estado planeja investir R$ 134 milhões em ações de combate aos incêndios florestais e ao desmatamento ilegal. O planejamento inclui a mobilização diária de bombeiros e brigadistas, além do uso de viaturas, máquinas, aeronaves e equipamentos especializados para respostas rápidas às ocorrências.