Postos investigados por lavagem de dinheiro no RJ usaram licença assinada em 2023 por secretário morto em 2020, aponta PF
Posto Vip Catarina apresentou licença ambiental falsa à ANP Reprodução A Polícia Federal investiga o uso de licenças ambientais falsas apresentadas à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para autorizar a abertura de postos de combustíveis em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Os documentos levavam a assinatura do ex-secretário municipal de Meio Ambiente José Rafael de Abreu Magalhães, o Fael, que morreu em agosto de 2020 — três anos antes da emissão das licenças.
A fraude já foi constatada em dois postos: o VIP Catarina e o Pitubinha.
Ambos têm como sócia a empresária Luisi Pinho, mulher do policial civil José Carlos Alves de Souza.
No Pitubinha, a outra sócia é Luana Oliveira, esposa do também policial civil Pablo Jukia Félix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.
Outro investigado é Hugo Correia da Cruz, conhecido como Hugo Canelão.
Segundo a Polícia Federal, ele administrava diversas empresas do grupo investigado e seria apadrinhado político do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil) – que também é investigado, chegou a ser preso e responde em liberdade.
Luisi Pinho, Luana Oliveira, Hugo Correia da Cruz e José Carlos Alves de Souza foram alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta fase da Operação Unha e Carne.
O g1 tenta contato com as defesas de Luisi Pinho, Luana Oliveira e Hugo Correia da Cruz.
PF deflagra a 6ª fase da Operação Unha e Carne A sexta fase da Operação Unha e Carne foi deflagrada em 7 de julho e investiga uma rede de postos de combustíveis suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro ao longo de seis anos, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) (veja no vídeo acima).
De acordo com a Polícia Federal, o grupo contaria com a participação de agentes políticos.
Segundo as investigações, Luisi e Luana são sócias formais de mais de 20 postos de combustíveis em Niterói, São Gonçalo e na Região dos Lagos.
Até 2021, Luana recebia salário de R$ 1.800 e passou a movimentar cerca de R$ 60 milhões em contas pessoais.

















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