", }); });
Quarta, 29 de Junho de 2022
°

-

Dólar
R$ 5,27
Euro
R$ 5,54
Peso Arg.
R$ 0,04
Geral Pequi

Propriedade planta pequi há 18 anos com mudas produzidas por Indígenas do Xingu em MT

Além do pequizeiro, o proprietário do local desenvolveu uma atividade agropastoril com a criação de gado e um peixe nativo da Amazônia.

30/05/2022 às 10h03
Por: Redação Fonte: TV Centro América
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Letícia Borsari - TV Centro América

Uma fazenda em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá produz pequi há 18 anos com mudas de Indígenas da aldeia Kayapó do Parque do Xingu.

 

O fruto é comercializado para vários outros municípios de Mato Grosso e o proprietário criou uma atividade agropastoril para aumentar a lucratividade.

 

O produtor Vilamir Longo contou que começou a produzir o pequi quando alguns amigos dele de Goiás levavam o fruto do estado para Peixoto de Azevedo. Ele começou a plantação com 2.300 pés de 'pequi gigante'.

 

"Meus amigos goianos sempre traziam o pequi e eu me apaixonei porque esse fruto é maravilhoso. Eu fiz uma pequena pesquisa e vi que aqui no Xingu tinha um pequi especial e consegui as mudas. Hoje nós devemos ter em torno de 2.300 pés de pequi em uma área da propriedade", disse.

 

O produtor contou que quando começou a atividade perdeu mil pés de pequi e percebeu que no local havia falta de irrigação.

 

"Nós instalamos na propriedade um posto de captação de água. São seis módulos solares de 150 watts cada um com uma bomba que possuem a capacidade de mandar 5 mil litros de água por hora de sol. Então isso dá em torno de 30 a 40 litros por dia para a irrigação dos pés de pequi, além do gado e para outras necessidades da fazenda", disse.

 

A colheita do pequi acontece entre setembro e novembro. Um pequizeiro produz entre 10 e 15 kg por ano. O pé adulto na fase definitiva produz até 100 kg de caroço por ano.

 

"Nós temos ainda a produção do ano passado. Colhemos em torno de 10 toneladas e ainda deve ter cinco toneladas que estamos comercializando", contou.

 

O produtor conta que os municípios que ele mais comercializa são em Sinop, Sorriso, Várzea Grande e Cuiabá.

 

Para expandir a lucratividade, Vilamir criou uma atividade agropastoril na propriedade.

 

Além do pequi, o produtor cria gado e um peixe de uma espécie nativa da fauna amazônica, o pirarucu.

 

"O pirarucu é um peixe exótico e que em muitos lugares da Amazônia está em extinção e nós estamos trabalhando para que esse peixe nunca seja extinto. Temos tanques de matrizes e reprodutoras aonde nós temos uma grande produção de alevinos", disse.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários