Polícia Civil e Politec identificam ossada de jovem desaparecida há quatro anos em Barra do Garças

Resumo rápido

O desaparecimento da jovem foi registrado no dia 21 de março de 2022.

Polícia Civil e Politec identificam ossada de jovem desaparecida há quatro anos em Barra do Garças
Foto: Reprodução

Rede da Notícia 

A Polícia Civil de Mato Grosso identificou, por meio de exame genético, uma ossada humana localizada às margens da BR-070, em Barra do Garças, como sendo de Amanda Marques Lobato, que desapareceu aos 18 anos, em março de 2022. A identificação foi possível após investigação conjunta da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e da 2ª Delegacia de Polícia, com apoio técnico da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O desaparecimento de Amanda foi registrado no dia 21 de março de 2022. Conforme o registro do boletim de ocorrência, ela havia desaparecido no dia 13 de março daquele ano, em Barra do Garças.

Durante outra investigação, uma equipe da 2ª Delegacia de Polícia localizou uma ossada humana às margens da BR-070. No local, os policiais também encontraram um projétil de calibre .32, que foi recolhido e passou por análise.

Segundo a investigação, a presença do projétil, isoladamente, não permite determinar a causa da morte. A circunstância deverá ser esclarecida a partir da análise conjunta dos vestígios e dos demais elementos obtidos durante a investigação.

Os restos mortais foram encaminhados para exames de Antropologia Forense, inicialmente como pertencentes a uma pessoa não identificada.

Durante a análise da ossada, os investigadores observaram, na região da canela, uma característica compatível com uma possível lesão ou alteração preexistente.

O detalhe chamou a atenção da equipe e, após o cruzamento com informações sobre pessoas desaparecidas na região, surgiu a possibilidade de que os restos mortais fossem de Amanda.

Os policiais entraram em contato com a mãe da jovem, para verificar se a filha apresentava alguma característica ou lesão naquela região do corpo. As informações fornecidas pela família reforçaram a hipótese investigativa.

Para confirmar a identidade, foi coletado material biológico da mãe, para realização de confronto genético com o perfil obtido a partir dos restos mortais, e de acordo com o laudo pericial, o perfil genético obtido da vítima, apresentou compatibilidade.

Com a confirmação científica, os restos mortais foram oficialmente identificados como pertencentes a Amanda Marques Lobato.

De acordo com a Polícia, após mais de quatro anos de incerteza, a confirmação da identidade permitiu que a família tivesse acesso aos restos mortais e realizasse os procedimentos funerários, proporcionando a Amanda uma despedida digna.

A Polícia Civil informou que continua com as diligências para esclarecer as circunstâncias da morte.

A investigação busca reunir elementos técnicos e probatórios que permitam estabelecer a dinâmica dos fatos e verificar eventual responsabilidade criminal.