AMAGGI compra 40FS e confirma construção de nova usina de etanol em Querência
Operação de 100 milhões de dólares consolida plano de expansão das empresas e prevê a inauguração de uma megaplanta industrial no município em 2027.
JB News
A multinacional AMAGGI concluiu a aquisição de 40% da produtora de biocombustíveis FS, após receber o aval definitivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O acordo societário, que engloba um aporte primário de 100 milhões de dólares, sela a entrada da gigante do agronegócio no mercado de energia renovável e garante a ampliação das operações industriais no interior de Mato Grosso, com destaque estratégico para a construção de uma nova usina no município de Querência (MT).
A planta de Querência será a quinta unidade fabril da joint venture e tem inauguração projetada para o mês de julho de 2027. A escolha do município reflete a necessidade das empresas de concentrarem a base industrial em polos de alta produtividade agrícola, garantindo agilidade logística na originação do milho. Atualmente, a operação da FS demanda cerca de seis milhões de toneladas do grão por safra para fabricar 2,6 bilhões de litros de etanol, além de extrair óleo e produzir o DDG, um farelo proteico de alto valor comercial para a nutrição animal.
Com a injeção de capital da AMAGGI, o cronograma de expansão também assegura a entrega de uma quarta usina em Campo Novo do Parecis até o final de 2026. Quando a unidade de Querência entrar em operação no ano seguinte, a capacidade produtiva total do grupo saltará para 3,8 bilhões de litros de biocombustível e três milhões de toneladas de DDG ao ano. O movimento consolida a mudança de perfil da AMAGGI, que deixa de atuar exclusivamente como exportadora de commodities in natura para industrializar e agregar valor à produção agrícola mato-grossense.
A instalação da nova indústria transforma Querência em uma peça central da bioeconomia nacional, gerando uma onda de novos empregos e um salto na arrecadação tributária local. O negócio coincide com os planos do Governo Federal de ampliar a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%, garantindo um mercado consumidor aquecido e posicionando a região do Vale do Araguaia na linha de frente do processo global de transição para fontes de energia limpa.

















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