'Disciplina' de facção monitorava tatuador morto à tiros após suspeita de ‘cabritagem’
A facção soltou informativo no WhatsApp afirmando que Leandro Perboni era "investigado" por suposta venda de droga a garota de programa.
Camila Ribeiro
Hiper Notícias
Um informativo de uma facção criminosa compartilhado no WhatsApp aponta que o tatuador Leandro Perboni, 44 anos, morto à tiros nesse sábado (27), em Sorriso (400 km de Cuiabá), estava na mira do 'tribunal do crime' após ser denunciado por suposta 'cabritagem', gíria usada entre os criminosos para descrever a venda de droga sem autorização. Leandro teria repassado entorpecentes a uma garota de programa. O tatuador era monitorado por um 'disciplina' do grupo.
"Venha passar a seguinte visão referente a uma suspeita de cabrito segundo as informações e chegou até a gente que o mano por nome de Leandro perboni tinha suspeita de ter lançado uma droga para uma menina que faz o job", diz trecho da mensagem divulgada pelo JK Notícias.
A rotina de Leandro começou a ser acompanhada de perto após faccionados buscarem provas da 'cabritagem' na casa do tatuador. No informativo, a facção afirma que o tatuador foi liberado, pois não localizaram nenhum indicativo da prática.
"A gente fomos (sic) fazer uma averiguação e não achamos nada no celular dele somente coisas de trabalho e família até então não tivemos como provar nada fizemos averiguação e liberamos o mano", explica a mensagem.
EXECUTADO NO QUINTAL
Leandro foi morto nos fundos da sua casa onde funcionava um estudio de tatuagem. Um sobrevivente,que também foi alvo de tiros, relatou a Polícia Militar que Leandro estava em seu estúdio de tatuagem quando foi rendido por três suspeitos. Os criminosos realizaram uma chamada de vídeo e em seguida dispararam contra Leandro.
Vizinhos acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após ouvir os disparos.
O Samu chegou primeiro ao endereço. Os socorristas constataram o óbito e a área foi isolada pela PM. Os militares foram informados que uma segunda vítima foi levada a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os policiais se deslocaram à UPA.
Na unidade de saúde, localizaram a segunda vítima que relatou a dinâmica da morte.
A vítima foi arrastada para o quintal e atingida por sequência de tiros. A testemunha também foi alvejada com disparo no abdômen, mas estava fora de perigo.
Até o momento, ninguém foi preso.
RELEMBRE O CASO

















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