Piloto de motocicleta atingida por caminhão bitrem não resiste aos ferimentos e morre em Água Boa
Edson Guedes Simplicio estava internado desde o dia 1º de março; motorista do veículo de carga, solto sob fiança após alegar não ter sentido a colisão, passa a responder por duplo homicídio no trânsito.
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O motociclista Edson Guedes Simplicio faleceu na madrugada desta segunda-feira (16) no Hospital Municipal de Água Boa, em Mato Grosso. Ele pilotava a motocicleta atingida por um caminhão bitrem em Querência (MT) no início de março e não resistiu à gravidade dos ferimentos após 15 dias de internação. A confirmação clínica do óbito eleva para dois o número de vítimas fatais da ocorrência.
A cronologia do caso teve início na noite de domingo, 1º de março, no Setor Nova Querência, quando a colisão vitimou instantaneamente a passageira da moto, Carlyanne de Sousa, de 22 anos. O condutor do veículo de carga deixou a cena do acidente sem acionar o resgate. Localizado e detido no dia seguinte, o motorista declarou às autoridades em depoimento inicial que não percebeu o impacto, justificativa que embasou sua liberação mediante o pagamento de fiança fixada em dez salários mínimos.
A narrativa do investigado, contudo, foi desconstruída em sequência. Imagens de circuitos de segurança, anexadas ao inquérito da Polícia Judiciária Civil, capturaram a dinâmica exata do choque. A análise técnica do material em vídeo comprova um solavanco evidente na estrutura do bitrem, materialidade que contesta a alegação de desconhecimento e reforça a tese de que o caminhoneiro optou pela fuga consciente para frustrar a prisão em flagrante e a responsabilização legal.
Diante do novo fato, a tipificação penal enfrentará um recrudescimento imediato. O motorista, antes indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor com causa de aumento por omissão de socorro, e por lesão corporal culposa contra o piloto, responderá agora pelo duplo resultado letal. A autoridade policial encarregada aguarda a juntada dos laudos cadavéricos definitivos para concluir as diligências e encaminhar os autos ao Ministério Público Estadual, que decidirá sobre a denúncia formal perante o Poder Judiciário.

















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