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Justiça do Trabalho proíbe discriminação política em empresa de Tangará da Serra

Uma empresa de móveis planejados em Tangará da Serra foi proibida pela Justiça do Trabalho de discriminar candidatos por suas convicções políticas, após denúncia de práticas discriminatórias.

Justiça do Trabalho proíbe discriminação política em empresa de Tangará da Serra

A Justiça do Trabalho em Mato Grosso proibiu uma empresa de móveis planejados de Tangará da Serra e um dos responsáveis pelos processos de recrutamento de discriminar trabalhadores e candidatos a emprego com base em suas convicções político-partidárias.

A ação foi motivada por uma denúncia sobre discriminação política, relacionada a um vídeo divulgado nas redes sociais intitulado "Código de Cultura da Empresa". Na gravação, um membro da gestão da empresa sugere: "Não ande com petista, não contrate petista".

O Ministério Público do Trabalho (MPT) considerou que tal declaração poderia levar à exclusão de candidatos por suas opiniões políticas e, em resposta, ajuizou uma ação civil pública, obtendo uma liminar que impede a discriminação no acesso ao emprego.

A decisão judicial determina a remoção do vídeo, a divulgação de uma retratação nas redes sociais e o respeito à liberdade política de todos os trabalhadores e candidatos. Além disso, a empresa está proibida de realizar práticas discriminatórias durante os processos de seleção, contratação e desligamento, sob pena de multa.

Após o cumprimento da liminar, o MPT questionou a retratação apresentada pela empresa, solicitando a retirada do vídeo e a publicação de uma nova versão, uma vez que a retratação inicial não atendeu às exigências judiciais. Este pedido ainda aguarda análise da Justiça.

O MPT também busca a condenação solidária dos envolvidos ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais coletivos, visando reparar a violação à liberdade de convicção política e à igualdade de oportunidades no mercado de trabalho. A Justiça ainda irá avaliar o pedido de indenização no julgamento do mérito do processo.